sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Zero

Zero hora. Zero zelo. Zero eu. Zero você. Zero nós. Zero. Antes zero, agora saldo negativo. Antes fosse zero agonia, zero desespero, zero melancolia. Mas a vida - uma multiplicação por zero. Zero hora, ainda espero. Zerou minha paz, minha paciência, minha memória - penitência. Zero medo, quem me dera. O resto é zero - a esquerda -, desprezível, sem importante significado.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010


Sou um fracasso em todas as tentativas de idealizar um momento de abundante afeto imaginário, daqueles que beiram o clichê de ser só amor. Não sei mais onde encontro o que eu chamaria de ilusão há alguns meses atras. Esqueci como se abraça o travesseiro, que hoje apenas me apoia a mente e abafa um dos meus ouvidos. Em outras circunstâncias, perderia minhas horas preciosas de sono e sonhos de açucar por isso. Daria a minha existência para alguém que pudesse viver em meu lugar um amor, mesmo que em completa decadência, mesmo que farto de fantasia. Mas descobri antes mesmo da noite de flores, borboletas e fadas, e da Lua que não queria dormir, que aposentei a ilusão porque estou vivendo o amor que tenho direito. Oh God, eu estou tão viva! Se pudesse, agarrava com os meus dedos e guardava à chaves, dentro de uma caixa decorada, todo esse amor. Levava comigo até que o planeta adoecesse e morresse de sede. Eu não me importaria em carregar isso comigo pra sempre e espantar eventuais decepções futuras. Afinal, eu não sei mais inventar amor, mas ganhei a chance de gritar pro mundo que o meu coração está batendo e eu estou muito bem aqui.Três palavras. Sete letras. E eu desisto de tudo.

beijos beijos

Forever & Ever



Isso não é uma despedida. Até porque eu odeio tal coisa.Chegou o tão não esperado momento.Nossa convivência vai ser modificada daqui pra frente. O que vão restar são conversas pelo msn, orkut ou encontros rápidos quando você estiver de passagem pela cidade.
Pode parecer estranho, mas eu ainda olho sempre pro ponto de ônibus, que sentávamos para jogar conversa fora enquanto ele não chegava. Ou então pra padaria da qual éramos freqüentadoras assíduas todas as tardes, depois do inglês. Ou quando resolvíamos tomar sorvete na praça e ficar comentando sobre coisas e pessoas.
Eu lembro sempre das suas caras e bocas, em relação as minhas aventuras e disventuras. Sejam amorosas ou simples bagunças. Lembro das suas broncas e lembro das suas caretas. Ta tudo aqui, guardado. Intacto e seguro.
Vai ser estranho, não ver sua chamada no meu celular dizendo que ia passar no inglês só pra me ver, ou que não vamos nos esbarrar na rua, numa tarde qualquer. Vai ser estranho ver seus pais na rua, e não ver você perto deles.
Não escutar sua voz de criança por acaso na rua, ou não poder te contar na hora, o ultimo babado da turma.
Mas não adianta, nem isso vai me fazer mudar de idéia. Você vai enjoar de mim. Porque sempre vai ter um recado meu, uma mensagem offline ou um depoimento não aceitável. São 5 anos de parceria, de amizade e de irmandade.Broinha fofa, gêmea, sister, siamesa, bolacha, julinda, xuxu,chuca.  não vai ser fácil me tirar do seu pé.hahahaha
Daqui até a eternidade. Fato!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Crush

http://www.youtube.com/watch?v=uuJj81KvqYc


Eu preciso admitir que um lado meu, um lado bem pequenininho (ou não) de mim, ainda deseja que de vez em quando ou de vez em nunca, quando você estiver andando na rua dando banho no cachorro ou lendo um artigo qualquer, que você pense em mim, que lembre sem motivo nenhum da minha existência,seja porque ouviu hoje uma piada da qual eu iria rir ou viu alguém com um cabelo igual ao meu, ou simplesmente porque estava se lembrando do passado e se lembrou daqueles momentos. Porque eu penso em você assim, do nada, enquanto estou fazendo uma prova, ou assando um bolo, ou me maquiando, ou quase dormindo, você vem à minha cabeça, e eu não posso deixar de ficar abatida, pois é uma parte do meu passado importante demais pra ser esquecida assim, é uma ferida muito recente para ter cicatrizado totalmente.
Hoje eu não penso em ti, não lembro de ti, não falo de ti quase nunca, mas quando acontece... Ainda é devastador. Não são memórias ruins. Só são lembranças de um passado bom. 

true!



sábado, 16 de janeiro de 2010

realidade, nua e crua.


Olhinhos inchados. Nariz vermelho. Prende a respiração, prende. Não abre a boca, tenta falar pouco. Vamos ver algo bem tosco na Internet só para soltar uma risadinha sem graça. Não adiantou. Abri a boca para tentar dizer alguma coisa e tudo desabou. Sempre assim. Prender a respiração não adiantou. As lágrimas continuavam escorrendo e eu me achando muito tonta. Para menina, para. Aí eu parava, lembrava, e voltava tudo. Para dizer a verdade, não me parece ser lá grande coisa. Mas vi que essa não era a última gota de um copo cheio, era muito água rolando para transbordar cada hora mais esse copo. Sufoquei. Cadê mesmo os motivos pelos quais eu ainda sorria? Perdi? Eu não sei aonde foram parar todas as pessoas, estava tudo tão vazio. Tão silencioso. Eu só escutava o meu próprio choro estúpido e tosco. E eu odeio chorar. Me sinto tão fraquinha e eu odeio ser fraquinha. Eu quero mesmo é encher a mão na cara de algumas pessoas e deixar, bem bonitinho, os meus dedinhos em suas bochechas. Pode? Ah vai, diz que podeeee! Cansei, cansei mesmo de toda essa gente cretina. Fala para mim o que tanto eu faço de errado? Por que, pelo visto, eu sou a pior pessoa do mundo e eu quero enxergar aonde está isso. Aonde eu sou assim? Me mostra porque ninguém pode ser sincero comigo e porque tem sempre que ser tão idiota. Me mostra, me explica. Me fala porque eu perdi tanto todo esse tempo. E eu não consigo enxergar o porquê e eu não aguento mais perder. Me dá paz. Alguém me tira daqui que eu não consigo mais respirar! Me afasta desse povinho nojento, dessa vida tão chata. Me leva embora, me mostra a calma que eu sei que conheço. Tira o peso das minhas costas que eu já não aguento... e vou caindo e curvando. E todo mundo só olha e não se mexe. Vocês são todos tão estátuas, tão peças de um tabuleiro velho, desgastado e sujo. Peças velhas, eu quero jogar vocês fora.


terça-feira, 12 de janeiro de 2010



Ás vezes as coisas não são como parecem. Na verdade, nada é o que parece. A gente tenta, vai, sobe, desce, cai, levanta, chora, ri e todas essas baboseiras normais dos seres humanos babacas e cheios de livres arbítrios. Sabe, a gente realmente tenta viver, mas as coisas despencam tanto, e aí chega uma hora que é só levantar, levantar, levantar, levantar e levantar. Porque nem o cair a gente nota mais. É chatice, é caretice, é criancice e todas essas coisas com ice. Então o conselho é: se levanta, pro tombo não ser maior da próxima. Uma hora vai dar certo, eu prometo. Terminei o texto diferente dessa vez.



Eu quero alguém que não existe
Alguém que faça sorrir o meu café da manhã,
Que abra os braços para minha felicidade
Que sempre me faça bem.

Eu quero alguém do tamanho certo
Pra caber aqui: não tão grande,
Nem tão pequeno assim.
Eu quero alguém que não existe.

Eu quero alguém que tire minha fome
Por aventuras incessantes
Alguém me faça tremer com um sorriso,
Durante toda a minha vida.

Eu quero alguém que seja um pouco de cada um
Que me complete, que saiba me fazer rir
Alguém que tenha o meu tempo exato,
Meu manual de instruções
Que leia meus pensamentos,
Que saiba quando eu só preciso ouvir o telefone tocar.

Eu quero quem saiba me convencer
Que a melhor resposta é esse alguém.
E que faça parecer que o mundo real
É mais divertido do que a utopia
De querer quem nem existe.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

seventeen again!






Só hoje percebi como o tempo passa. Passa pra mim, passa pra você. Inevitável, Assustador. Incrível.
E são esses dias de assoprar as velinhas que nós (pelo menos eu) ficamos pensando na vida, nas realizações e até mesmo nos planos que ficaram pra trás. As rugas chegam, e com elas as responsabilidades de uma nova idade.
As percepções são muitas, difíceis demais para serem escritas em palavras. Como um emaranhado de linhas e informações impossíveis de desenrolar.
Mas contudo, posso dizer que continuo baixinha, amando chocolate e cremes para o corpo. Estudo no 3º ano do Ensino Médio, tenho irmãos maravilhosos, pais espetaculares, gatinho delícia, e amigos insubstituíveis. Sou chorona, impaciente, ainda preciso aprender espanhol e treinar o meu inglês fluente. E no fim das contas, eu sei muito bem que é ISSO que REALMENTE importa. E que venham os 18, certo?


Sou Capricórnio, sou Terra. Sei sorrir e sei amar. E hoje, tenho certeza que sou muito mais forte do que um ano atrás. 



(..) Já não tenho a mesma idade, envelheço na cidade. Um feliz aniversário,  para mim ou pra você. (..)







segunda-feira, 4 de janeiro de 2010







O cheiro da chuva. Encontrando-me com a chuva. Beijos na chuva. Banho de chuva. Dormir com chuva. Amores na chuva. Fugir da chuva. Chorar na chuva. Cantar na chuva. Ouvir a chuva. Chácara com chuva. Cabana na chuva. Andar de bicicleta na chuva. A rua e a chuva. O frio que a chuva traz. Sentir a chuva. Viajar na chuva. Pingos de chuva na janela. Pingos de chuva no cabelo dele. E assim é... E assim vai ser a chuva lavando a gente.
Oh chuva!Eu peço que caia devagar



domingo, 3 de janeiro de 2010



Não sei dizer se  é ilusão, se estou imaginando coisas, se estou vendo coisas demais, se isso é mais uma faceta da vida real desvendada para mim. Só sei que me dá uma tristeza imensa não encontrar um jeito de acalmar o coração, de viver tensa e na expectativa de uma resposta que me traga um pouco de paz de espírito, que mostre um pouco de sentido às coisas. Sinto que ainda é preciso aprender muito, agir melhor, ser muito mais retilínea para ter o direito de cobrar o ângulo reto. Ainda é preciso sentir o gosto da terra e descobrir o quão frágil é a casca que habitamos. Ainda é preciso nascer todos os dias, em cada um deles.
Ah, como nascer é longo.

Numero Um!




Não deixe batom nos meus lábios. Deixe a porta aberta, me convide para entrar. Me peça em casamento com uma aliança de papel. Mexa no meu cabelo, me irrite, me tire do sério.Me contrarie. Tenha defeitos, desejos, seja humano. Me deixe ir com você, e esteja comigo onde eu estiver, não importa o que aconteça. Me segure pela cintura, repare nas minhas unhas, lembre de mim quando chegar em casa. Goste de conversar, mas me ouça. Fique ao meu lado em silêncio. Me estude. Segure minha mão, beije minha testa, me faça cócegas. Espere eu terminar. Goste de poesia, de música antiga. Use um bom perfume, e não precisa pentear os cabelos. Seja inteligente. Me olhe nos olhos. Me mande bilhetes, me faça desenhos. Ria das coisas que eu digo, mas me leve a sério. Me deixe ser a coisa mais linda que já te aconteceu. Cozinhe para mim, nem que seja comida de microondas. Queira conhecer o mundo comigo. Não mude por mim. Seja completo para me completar. Esqueça nossas datas, mas venha correndo no dia seguinte com desculpas e flores roubadas. Me deixe em paz de vez em quando, mas não me deixe. Seja bobo, me surpreenda. Tenha paciência comigo. Vamos ficar abraçados, quietos, pensando um no outro. Saiba o que quer e o que eu quero. Tenha a cara-de-pau de plagiar todos os clichês românticos ao meu lado. Faça loucuras possíveis, mas seja imprevisível. Seja misterioso, me deixe te desvendar. Te desafio a manter-se loucamente apaixonado. Se guarde somente para mim. Valorize o nosso amor. Não se preocupe com o que vão dizer. Só me ame, nunca desista.

beijos beijos!