Uma vida, pra tirar você, da minha.
domingo, 29 de maio de 2011
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Como é incômodo estar diante de uma pessoa com quem se trocou emoção intensa e depois cruzar e dizer apenas: tudo bem?
(Caio F.)
(Caio F.)
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Mas de tudo isso me ficaram coisas tão boas… Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser nova.
(Caio F.)
(Caio F.)
segunda-feira, 23 de maio de 2011
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O tempo passa e um dia a gente aprende.Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente, eu vi o tempo passar e pouca coisa mudar,então tomei um caminho diferente.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
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Coloquei tudo que não prestava nesse baú, fechei com dois cadeados. Peguei a chave, e dei um sumiço. Pronto! Já em mente que não queria mexer, cutucar naquilo que um dia me causou dor. Se doeu uma vez, vai doer sempre. Nunca mais mexo naquilo. Deixa lá quietinho. Após tudo isso, hoje, agora, durante esses dias estou ótimo. Feliz até. Curado, de bem com a vida. Tô até bonitinha, só falta mesmo arrumar uma companhia, um amor limpinho, um amor de manhãzinha bem novinho sabe? Às vezes desisto do amor. Mas aí canso de desistir, e vou atrás dele de novo. Mas tenho calma, sem pressa. Toma cuidado comigo, um dia encontro.
Fernando Oliveira.
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Se não faz sentido,discorde comigo,não é nada demais.São águas passadas,escolha outra estrada.
E não olhe,não olhe pra trás.
sábado, 7 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
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Imagine nós dois, eu e você, daqui a alguns anos, morando juntos. Não precisaríamos ser namorados, nem casados, nem nada disso. Apenas amigos. E nós seriamos felizes, eu e você. Fotos de nós dois estariam espalhadas pela casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto. Mas nós dormiríamos juntos. Pelo simples fato de eu te querer por perto, e você me querer também. Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado demais e a minha cama ser perfeita para nós dois. Eu teria medo do escuro, sem você. E eu andaria apenas com pijamas infantis, e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de você, correndo pela casa, rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal. E você me pegaria, e ficaríamos abraçados até o silêncio nos constranger. Nossos sábados a noite seriam nostálgicos, olharíamos todos tipos de filme, atiraríamos pipocas um no outro e pediríamos uma pizza. Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados, no sofá da sala, ao som da melodia dos créditos de um filme de romance em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária, nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos à tarde, ficaríamos na sacada do nosso apartamento no 3º andar, tomando coca e cantando músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo, e perguntar se chorei. Eu negaria. Você acreditaria. Me acordaria no meio da noite, para contar um sonho que teve. E nós riríamos juntos. Me acordaria com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais. Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos juntos, levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas com nós dois e nosso cachorro. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando. Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria. Eu iria para a universidade todo dia de manhã, enquanto você ia para seu trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso. Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, eu estaria me formando , e você estaria no topo da carreira. E você me levaria pra jantar e me pediria em casamento. Eu aceitaria. E poderia ser uma linda história de amor.
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Acontece que entre o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde. Não solte a minha mão.
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Hoje sonhei um sonho que parecia real. Você estava ali, no canto daquela mesa que eu olho agora, tomando sua xícara de chá e falando das mesmas coisas de sempre. Isso não me incomodava. Eu estava com um sorriso radiante no rosto por te ter, e você parecia feliz por me ver feliz. Seu peito parecia acolhedor; parecia o local certo para eu encostar meu rosto e derramar algumas lágrimas, caso fosse necessário. Seus olhos chamavam os meus, e sua boca parecia suplicar pela minha. Sonho. Depois de algum tempo começamos a discutir por algum motivo que eu não me recordo. Nossas mãos estavam em constantes movimentos e você estava alterado. Eu gritava e você tentava gritar mais ainda. Não era esse o cara que eu conhecia. Você tentava se sobressair naquela briga a qualquer custo. Até que com palavras severas fez com que uma lágrima escorresse por meu rosto. Uma seguida de milhares. E então foi diminuindo o tom de voz e se aproximando de mim. Eu não sabia qual reação esperar; eu não sabia qual atitude tomar, até que você me puxou pra perto de você, acolheu meu rosto em seu ombro e disse: “Eu sei que uma simples ‘desculpa’ não fará com que você se esqueça de tudo que aconteceu aqui hoje, mas por favor, não se esqueça que eu gosto de você com a mesma intensidade de sempre, e você continua sendo o motivo pelo qual eu acordo sorrindo”. Era sonho
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