sábado, 26 de setembro de 2009




Ás vezes temos vontade de sair do mundo e talvez seja por isso que existem muitos astronautas por aí!
A remota idéia de que você pode sair desse planeta e viajar pelo espaço, num lugar que não existe, num lugar sem ar, sem vida, sem terra… Num lugar que você pode voar e ficar ali: sozinha.
Mas, aí a gente lembra que tem coisa mais real por perto, que temos uma escola, uma faculdade ou um trabalho… que temos uma família, bons amigos, um amor pra viver… Então só nos sobra deitar no quintal e ficar apreciando a lua bem distante. Imaginando como os astronautas devem se orgulhar em vê-la tão mais real do que nós; imaginando como deve ser bom tirar um mês de férias no espaço.
Às vezes eu queria ser astronauta.

beijo beijo

quinta-feira, 24 de setembro de 2009




Ah, o amor! O amor é fogo que arde sem se ver... HAHAHA, tá, parei com as citações manjadas. O amor...
O amor é... Ah, fala sério, o amor é uma encrenca. É uma carência infantil, é masoquismo, é infantilidade, é perda de tempo, é transtorno obssessivo compulsivo, é dor, é tristeza, é lágrima. Coisa de gente sem auto-estima.

Algo que cause, ao mesmo tempo, taquicardia, dificuldade de respirar, gagueira, febre, dilata suas pupilas, faz suas mãos suarem, suas pernas tremerem e causa uma paralisia generalizada, simplesmente não pode ser saudável.


Mas é. é, e ah, me faz tão bem!


beijo beijo

terça-feira, 22 de setembro de 2009


Tem dias que sorrisos demais me irritam, silêncio me estressa, e minha concentração vai a zero. Parece que o mundo brigou com comigo (ou seria melhor, eu briguei com o mundo? Enfim, tanto faz!) e tudo que eu resolvo fazer dá absolutamente errado.
É nesses dias que o rato vira um elefante, a torrada cai com a manteiga pra baixo e todas as estações da rádio tocam as piores músicas do século.E para variar, chove o dia inteiro, deixando um tempo num misto de 'calor e frio'. Fico apenas observando as pessoas andando apressadas, fugindo daqueles pingos gelados, outras tentando esconder deles, o trânsito fica engarrafado, e o ônibus está lotado.O mundo nunca para, seja em dias de calor, ou dias de chuva, mas sempre estou ali, com os pensamentos entrando em colisão entre eles.E me pergunto, onde está você? O que está fazendo? Como estão as coisas?. Perguntas sem respostas, e aí vem a vontade louca de ter feito o que eu não fiz, quando você estava aqui, do meu lado.As coisas mudam. Talvez você caia na real e se apaixone loucamente por uma nerd apaixonada em Inglês. ( no caso, EU)
Não, não devo ter tantas esperanças assim. E não estou apaixonada. Ele é só lindo, simplesmente desenhado com exclusividade para mim.Mas está longe.
Só por isso, ele não salvou meu dia. Mas me fez sorrir de leve. Bons momentos o vento nunca leva. Sinto falta do seu calor. E agora me diz, o que eu faço, com essa vontade louca de ver você, meu pequeno grande vício? Tá ficando cada vez mais difícil. Entre ilusoes e planos,o ponto chega, e eu vou caminhando na chuva, esperando que ela me traga você.Sonhar nunca é demais.


beijo beijo

segunda-feira, 21 de setembro de 2009





Tudo sempre começa com a insuficiência de bateria de um celular. Uma hora de sono a mais que o normal, mais uma assinatura na lista de alunos que esqueceram a tarefa e, para completar, um futuro hematoma na canela causado pela batida na quina do móvel. Olheiras impiedosas e uma escandalosa espinha no nariz. Você esquece da prova de Matemática e o professor te xinga por estar conversando demais. Chegando em casa, o almoço está gelado e você quebra o último copo de vidro importado da sua mãe. Você implora para o dia acabar logo, mas ele parece cada vez mais lento. É, nem todos os dias são perfeitos. Quando tudo parece estar dando errado, nós precisamos nos concentrar nas infinitas coisas boas que estão acontecendo ao nosso redor. Como por exemplo, agradecer por ter acordado e por ter um almoço. Quando o dia parece não estar sendo muito legal comigo, eu pego um papel, uma caneta e começo a escrever. Saio com as amigas e é quase impossível não soltar umas boas gargalhadas. Abro uma barra de chocolate e minhas preocupações evaporam rapidinho. Leio novamente meu capítulo preferido daquele livro que está na gaveta e adormeço. E de repente já é o dia seguinte. Eu levanto da cama assim que o celular toca e tomo bastante cuidado com a quina do móvel. Pronto, salvei o dia.


beijo beijo

domingo, 13 de setembro de 2009




Não adianta. Não funciona procurar palavras antigas. Não funciona escutar mil músicas.. Faz tempo que esqueci como se escreve, faz tempo que não perco minha paciência, faz tempo que tenho uma paz diferente. De uns tempos para cá o nervosismo passa quando eu olho para você. Patético. Não sei quando resolvi deixar para trás o meu modo de agir antigo e começar tudo de novo. Não sei quando decidi gritar para quem quiser ouvir que não, não existem olhos para ninguém mais. Eu perdi meu rumo. Faz tempo que eu vou dormir e sinto falta dos seus braços. Cadê seu cheiro no meu lençol, no meu travesseiro? Essa não é a minha cama. Está tudo fora do lugar. Faz tempo que eu sinto falta de alguma coisa logo que a noite cai, logo que o sol aparece e não há ninguém para grudar os lábios suaves nos meus e me dar bom dia. Todo mundo já cansou de ouvir, ouvir sobre você. Eu não sei o que aconteceu. E tenho vontade de me bater, de me beliscar cada vez que toco no seu nome porque sei que não vou parar. Espero os seus atos, um movimento qualquer seu.Esqueci do que eu falava. Já que hoje, decididamente, você é um dos assuntos principais. Não era assim, não era. Não sei quando decidi deixar tudo para trás.Seja lá o que você fez comigo, minha tranquilidade é constante. Não sei como isso foi acontecer. Não comigo. A calma, essa calma eu não conhecia. Esse sorriso, eu também não conhecia. O conforto, desconhecido. Seja lá quem te deu permissão para agir desta maneira, fez a coisa certa. Mas agora acho que me acostumei, e vou querer essa tranquilidade constante para sempre. Faz isso, fica comigo, deita do meu lado, aquiete-se. O seu lugar, agora, é comigo.

beijo beijo

quinta-feira, 3 de setembro de 2009




Eu hoje queria paz, não das que a gente compra no supermercado perto do departamento de drinks ou coisa do tipo.Eu queria ter acordado do lado de quem gosto,com um belo sorriso estampado de orelha a orelha.Talvez eu tivesse me sentado na cama e observado um ambiente diferente,colorido(já que as cores fazem certo bem à alma) e depois lascado um beijo surpresa na pessoa que quero, sem medo.Do que poderia acontecer.Então eu ficaria ali algum tempo apenas esperando o sol nascer de vez e
entrar pela janela do quarto,abriria as cortinas e teria a mais bela vista,fosse um aglomerado de prédios ou com vista pro mar.É...aí de quem não tem planos de paz,de viver um dia melhor do que ontem,de extinguir um pouco o que chamam de saudade,de acariciar o vento com a pele...de explodir um pouco de felicidade!Sim, é disso que eu preciso.

beijo beijo

terça-feira, 1 de setembro de 2009


Era cedo quando eu comecei a dançar, sozinha em um salão ainda vazio. Meus diminutos pés sorriam e não queriam nunca parar. Você não dançava, naquela época. Ficava o tempo todo sentado, observando, sempre com indiferença e tédio. Você me alegrava e incomodava, tudo ao mesmo tempo.
Foram passando os compassos e as claves de sol, enquanto eu rodopiava. A minha dança, com o tempo, se tornou triste e cansada -mas eu não conseguia parar. Passei algum tempo distraída, enfadonhamente repetindo os movimentos de sempre até que, quando dei por mim, você tinha se levantado da sua cadeira. De repente, quebrou-se a monotonia dos meus pés: estávamos juntos dançando um tango compassado, inesperado. Ora quente, ora gelado. Você é que me conduzia, estranhamente. Imprevisível. Incrível. Eu nunca sabia para que lado os seus passos incertos iriam me levar e tropeçava constantemente sobre seus pés. Você ria, me levantava e eu tentava ajustar meu tempo ao seu, aprendendo alegremente o seu ritmo. Era exatamente quando eu estava esperançosa de ter finalmente conseguido dançar que vinha uma reviravolta nos sons da música. Eu ficava novamente perdida.
Enquanto dançávamos, outros apareceram na pista, tentaram me tirar pra dançar. Aceitei alguns desconhecidos, mas não muitos. No final, eu e você sempre acabávamos voltando aos nossos velhos passos descompassados. E dançamos assim por meses: trôpegos, atrapalhados, infantis. Apaixonados? Cheguei a pensar. Até que em um momento, enfim, o som parou (nunca achei que esse tempo chegaria). E quando fez-se o silêncio eu tive a certeza de que aquele tango nunca mais voltaria a tocar. Me afastei devagar de você e derramei lágrimas que foram mais de saudade do que de dor. Eu gostava de tropeçar, desajeitada e estranha, nos seus olhos.