quinta-feira, 15 de outubro de 2009





Começaria o dia com um sorriso curto, de mel, no rosto inchado de sonho. Abriria os olhos só depois do sorriso, do ar e dos velhos suspiros de cinema. Levantaria leve, cheirando a lençóis limpos, vida nova e esperança na pele. Abriria o tímido apetite, tomaria café com ânimo e alguns pães de açúcar. Novas chances para que você me encontrasse estariam abertas. Poderia ser em uma esquina, com lojas de cristais ou roupas elegantes. Um esbarrão e estaríamos os dois no chão, juntando objetos ou sangrando no joelho. Eu ainda espero pelo dia em que vou estar perdida no centro da cidade e saberei apenas o caminho até o alto daquele prédio. Lá em cima, dançaria sem música e ainda teria nos lábios o mesmo sorriso de mel. Você então me encontraria lá, me abraçaria com ternura e a vida teria mais sentido pra mim, pelo menos por alguns instantes. Eu sonho todos os dias com a paisagem do alto daquele prédio: pessoas-formiga; carros-formiga; prédios vizinhos, companheiros de chuva, sol, poluição e encontros de amor
Teria mais motivos para abrir sorrisos, beijar rostos, bocas e ser boa com as pessoas. Me faz muito bem pensar em você, mesmo quando duvido da sua existência. Mas se realmente não existir ou se não conseguir me encontrar por ai, prometa não ficar sozinho? Abrace, beije, faça planos e ame muito, mesmo que não seja a pessoa certa e você ainda tenha esperanças de me encontrar. Eu vou continuar aqui, dançando com o vento, esperando por você e me perguntando o porquê da demora.


beijo beijo!

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