sexta-feira, 27 de novembro de 2009



Batons, e toalhas jogadas pelos cantos do quarto, o relógio do meu celular marca 6:00 AM e eu olho no espelho, vejo meu cabelo todo úmido e desgrenhado por ter ido dormir com a toalha enrolada nele, e meus olhos arregalados de forma extremamente involuntária com essa maldita alergia, tenho que sair sem meu sagrado lápis de olho. O problema não é esse, está calor demais lá fora e eu ainda não entendo porque eu vou à aula aprender o que é espelho côncavo ou convexo, ou então discutir sobre a regra de três para descobrir uma porcentagem de população indiana. Sei lá, eu olho para minha apostila geral na minha cama e penso por que nos tratam como robóticos tendo que copiar matérias que nunca usaremos e mesmo assim nossa vida escolar depende delas, enquanto sabemos calcular aquelas raízes quadradas horríveis (ok, eu não sei, porque sou péssima!), nós não sabemos a formula para a igualdade e o amor. Alias, muitos não sabem nem quem realmente são ou onde querem chegar, apenas tem preconceitos com os meninos analfabetos no farol, com os deficientes tentando subir calçadas. Se orgulham por ter boas notas ou usar as melhores maquiagens. E depois? E se tirarmos a casa imensa e a boa comida? Ou aquele celular ultima geração? E aquela apostila maldita que garante nosso presente e futuro? O que resta dessas pessoas? O que resta de todas as fórmulas necessárias para saber de tudo e ao mesmo tempo não saber nada? O lápis de olho continua intacto no guarda roupa, as toalhas jogadas, e o calor mortal ainda permanece lá fora, mas eu sei que as respostas na estão vagando por folhas encadernadas ou na popularidade. A resposta disso tudo está nas pessoas lá fora, no própria motivo para todas as perguntas.


beijo beijo

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