terça-feira, 26 de julho de 2011

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Se me perguntassem nesse momento o significado do amor, talvez minha boca conseguisse pronunciar o nome dele, assim, devagarinho, sílaba por sílaba. Não sei ao certo o nome do sentimento que tenho por ele, mas dizem que o amor é algo muito bom, que dá a sensação de termos borboletas no estômago. Eu sinto isso. É amor, então, doutor? Eu só penso nele, dia e noite. Eu sonho acordada com seu sorriso, e sonho enquanto durmo com seu abraço. Eu desejo a todo o momento que ele bata na minha porta dizendo que sente o mesmo. Dizendo que sente amor, talvez. Doutor, minha cabeça também dói quando eu não o vejo, e meu coração fica apertado, pequenino. E quando o vejo, meu coração dispara, meus olhos embaçam e minha voz falha. Papai disse que deve ser alguma doença nova, mas mamãe insiste em dizer que é esse tal do amor. Já li em alguns contos que o amor machuca, doutor. Não quero me machucar mais ainda. Já tenho arranhões pelo corpo, não preciso dos mesmos no meu coração. Algumas amigas disseram que estou atrasada por ainda não ter certeza do que é o amor. Mas acho que o amor é ele. O amor deve ter a forma de seu sorriso, a maciez de sua pele, a calmaria de sua voz, e o brilho de seus olhos. Estou convicta de que ele é o amor em pessoa. Se for amor, sei que vai doer… Não vai, doutor? E tem remédio que faça a dor do coração passar? 

Um comentário:

  1. se ele é o amor, ele ainda vive! continua no mundinho dele, sente muita falta! mas apoia, luta, torce e agradece as palavras que foram ditas.

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