segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cinco.


Foi de repente que você entrou na minha vida. Parecia bobagem, amizade e nada mais. Parecia que teríamos pouco assunto, pouca intimidade, e pouco carinho um pelo outro. A amizade foi crescendo, o ciúme nascendo, e o amor aparecendo. Pouco a pouco, eu fui me dando conta que talvez fosse melhor deixar o orgulho de lado. O orgulho ate que não seria difícil. A parte mais complicada seria deixar o medo de lado. Aquele medo que assombrava meu coração toda vez que eu ouvia a palavra “paixão”. Aquele medo causado pelos arranhões que existiam em meu coração. Sem querer, eu fui pensando cada dia mais em você. Sem intenção alguma, quando eu fechava os olhos era você que eu via. Nos meus sonhos, seu sorriso já não era mais novidade. Fui disfarçando, fugindo do amor, fingindo que sua ausência não me faria diferença. Suas idiotices me faziam sorrir, seus sonhos me faziam sonhar, e seus ciúmes, me faziam pensar em não desistir. Chega a ser ridículo o efeito que você causa em mim. Parece droga: entorpece, vicia, me faz pedir por mais. E você não liga. Você vê e finge que é normal toda essa dependência que tenho do seu corpo, do seu carinho, da sua voz, de você. E o pior é que eu gosto. Eu gosto de te querer o tempo todo ao meu lado, de pensar em você o dia todo, de planejar meu futuro junto ao seu. Eu gosto de gostar de você. É tão bom olhar para o lado e ver que você continua aqui, depois de tudo, depois de todos. É bom saber que tenho sua mão à espera da minha, para quando o medo me dominar. É bom imaginar que talvez daqui a quinze anos eu esteja casada contigo, escolhendo o nome dos nossos filhos e elaborando nossas viagens. Não vou negar que tenho medo. Medo de que tudo acabe medo de que alguém faça você mais feliz do que consigo fazer. Medo de que o seu ‘para sempre’ mude e se transforme em poucos dias. Medo de que o que eu sinta, não seja o suficiente para te manter junto a mim. A insegurança existe, mas a confiança que seu olhar me transmite é maior que qualquer coisa. Sem querer, eu já estava entregue em suas mãos. Mesmo não podendo, mesmo não querendo. Eu não queria sofrer, eu não queria me iludir, eu não queria me machucar novamente. Mas você foi me transmitindo confiança, foi me mostrando que contigo eu conheceria a felicidade. E eu acabei me apaixonando. O que eu sinto por você é diferente da concepção que eu tinha antes. É diferente do amor que vejo em filmes, novelas e até mesmo em desenhos animados. Nós brigamos, e não é pouco. Muitas vezes, vamos dormir chateados e ainda pensando nos argumentos que poderiam ter sido ditos na discussão. Somos orgulhosos. E também somos teimosos, o que nos faz persistir nos erros e nas implicâncias. Você me irrita com uma perfeição indiscutível, de um modo que nenhuma outra pessoa é capaz. Mas você também sorri. Você sorri de um modo que nenhuma outra pessoa é capaz, de um modo que faz com que todos os meus problemas pareçam pequenos. Não é fácil amar alguém tão parecido e ao mesmo tempo tão diferente. É estranho, mas não consigo mais me lembrar de como eu era antes de você. E me assusta saber que esse eu, que já nem conheço mais, está prestes a voltar. Percebe o quanto isso é assustador pra mim? Por isso minhas crises, minhas neuras e minhas lágrimas. Você me faz feliz como ninguém nunca fez, então, eu já sinto sua falta antes mesmo de ir. Não foi desejo. Nem vontade, nem curiosidade, nem nada disso. Foi um choque elétrico meio que de surpresa, desses que te deixa com o corpo arrepiado, coração batendo acelerado e cabelo em pé. Foi sentimento. Não foi planejado, nem premeditado. Foi só um querer estar perto e cuidar, tomar todas as dores e lágrimas como se fossem suas. À vontade e o desejo vieram depois, bem depois. Não foi um lance de corpo, foi um lance de alma. Não foram os olhos, nem os sorrisos, nem o jeito de andar ou de se vestir, foram às palavras. Uma saudade e uma urgência daquilo que nunca se teve, mas era como se já tivesse tido antes. Você me bagunça e tumultua tudo em mim. E eu gosto desse seu jeito estranho de dizer que me ama, gosto dos seus olhares de repulsa, gosto das suas piadas idiotas, e também gosto do modo como você consegue me deixar feliz só por existir. Eu gosto do seu palavreado, da sua forma de falar errado só pra me irritar, do seu sorriso torto, e do modo como você bagunça meu cabelo só para depois me ver brava e dizer “você fica linda de qualquer jeito”. Eu gosto de você, exatamente do jeito que você é.
A vida contigo é muito melhor. Me esqueci do medo de viver só. Com você me sinto bem e digo sou feliz também. Então sigo assim, penso em você, sorrio e rezo, peço pra Deus cuidar da gente. E agora, não há nada no mundo que te faça perder o lugar que é seu, em meu coração.
Foi amor. É amor,gatinho!
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5 comentários:

  1. oi raíssa, td joia? deixa eu entender, você namora? pq eu confundo, as datas..haha texto lindo, vou plagiar viu? haha beijos

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  2. entao anônima (o), namoro sim! hahah faz 5 meses que namoramos, mas quase nove meses que nos conhecemos! :D

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  3. Acho que a hora de partir chegou! rs!
    toda sorte do mundo para vc! Agora nossas almas descansam e meu dever se torna cumprido! inté!rs quem sabe, amanha, ano que vem! nos encontraremos de novo, num mundo novo, vivendo tudo de novo...

    Ass: Gracinha.

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  4. "E você me olha com essa carinha banal de "me espera só mais um pouquinho". Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta."

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