Quero fazer uma homenagem aos excluídos emocionais, os que vivem sem alguém para telefonar no final do dia, os que vivem sem alguém com quem enroscar os pés embaixo do cobertor. São igualmente famintos, carentes de um toque no cabelo, de um olhar admirado, de um beijo longo, sem pressa pra acabar. A maioria deles são solteiros, os sem-namorado. Os que nao têm com quem dividir a conta, não têm com quem dividir os problemas, com quem viajar no final de semana. É impossivel ser feliz sozinho? Não, é muito possivel, se isso é um desejo genuino, uma vontade real, uma escolha. Mas se é uma fatalidade ao avesso- o amor esqueceu de acontecer- aí não tem jeito: faz falta um ombro, faz falta um corpo. (...)
Martha Medeiros
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