segunda-feira, 24 de agosto de 2009


Se eu fosse o que eu como, seria uma grande bala de gelatina em forma de coração. Uma bola de Cheetos ou um tomate – apenas com sal, por favor. Eu teria o rosto de uma trakinas de morango.
Eu poderia ser uma garrafa de Coca Cola, um McDuplo, um Sunday de chocolate com calda de morango. Eu definitivamente seria um Miojo sabor galinha. Eu seria um Schweppes Citrus.
Não importa a quantidade de Junky Food que minha boca encontre por dia, as calorias vazias de refrigerante, meu corpo continua o mesmo, sem malhar, sem dietas, apenas genética. Se eu fosse as coisas que eu como, seria definitivamente, obesa.
Eu nunca recusei uma porção de batata fritas com um sachê de catchup, um milk shake bem cremoso ou pedaço de bolo nega maluca; assim como nunca pensei que escreveria sobre meu pior defeito: ser exatamente o reflexo de tudo o que eu como. Eu sempre fui uma magali, porém sorridente. Me fartava de salgadinhos nas festas de aniversário e dos inúmeros tipos de doce que haviam na estante da casa da minha avó. E achava o máximo, já que naquela época eu não me importava com os meus pneuzinhos. Com o passar do tempo, ser uma bolinha passou a ser sinônimo de obesidade, eliminando qualquer vestígio de "fofura". Hoje, eu não sou exatamente uma bolinha, mas sou quase( ok, eu sempre exagero). Permanecem em mim muitos costumes que me transformariam novamente em uma menina bem, digamos, redonda. Se bem que se eu fosse mesmo tudo o que como, levando ao pé da letra, eu seria um quindim, um copo de coca-cola bem gelado, um sundae de chocolate ou até mesmo uma pizza de quatro queijos. Sabem como é, lotada de calorias mas redondamente deliciosa.


beijo beijo

Nenhum comentário:

Postar um comentário