Olhinhos inchados. Nariz vermelho. Prende a respiração, prende. Não abre a boca, tenta falar pouco. Vamos ver algo bem tosco na Internet só para soltar uma risadinha sem graça. Não adiantou. Abri a boca para tentar dizer alguma coisa e tudo desabou. Sempre assim. Prender a respiração não adiantou. As lágrimas continuavam escorrendo e eu me achando muito tonta. Para menina, para. Aí eu parava, lembrava, e voltava tudo. Para dizer a verdade, não me parece ser lá grande coisa. Mas vi que essa não era a última gota de um copo cheio, era muito água rolando para transbordar cada hora mais esse copo. Sufoquei. Cadê mesmo os motivos pelos quais eu ainda sorria? Perdi? Eu não sei aonde foram parar todas as pessoas, estava tudo tão vazio. Tão silencioso. Eu só escutava o meu próprio choro estúpido e tosco. E eu odeio chorar. Me sinto tão fraquinha e eu odeio ser fraquinha. Eu quero mesmo é encher a mão na cara de algumas pessoas e deixar, bem bonitinho, os meus dedinhos em suas bochechas. Pode? Ah vai, diz que podeeee! Cansei, cansei mesmo de toda essa gente cretina. Fala para mim o que tanto eu faço de errado? Por que, pelo visto, eu sou a pior pessoa do mundo e eu quero enxergar aonde está isso. Aonde eu sou assim? Me mostra porque ninguém pode ser sincero comigo e porque tem sempre que ser tão idiota. Me mostra, me explica. Me fala porque eu perdi tanto todo esse tempo. E eu não consigo enxergar o porquê e eu não aguento mais perder. Me dá paz. Alguém me tira daqui que eu não consigo mais respirar! Me afasta desse povinho nojento, dessa vida tão chata. Me leva embora, me mostra a calma que eu sei que conheço. Tira o peso das minhas costas que eu já não aguento... e vou caindo e curvando. E todo mundo só olha e não se mexe. Vocês são todos tão estátuas, tão peças de um tabuleiro velho, desgastado e sujo. Peças velhas, eu quero jogar vocês fora.

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