terça-feira, 26 de janeiro de 2010


Sou um fracasso em todas as tentativas de idealizar um momento de abundante afeto imaginário, daqueles que beiram o clichê de ser só amor. Não sei mais onde encontro o que eu chamaria de ilusão há alguns meses atras. Esqueci como se abraça o travesseiro, que hoje apenas me apoia a mente e abafa um dos meus ouvidos. Em outras circunstâncias, perderia minhas horas preciosas de sono e sonhos de açucar por isso. Daria a minha existência para alguém que pudesse viver em meu lugar um amor, mesmo que em completa decadência, mesmo que farto de fantasia. Mas descobri antes mesmo da noite de flores, borboletas e fadas, e da Lua que não queria dormir, que aposentei a ilusão porque estou vivendo o amor que tenho direito. Oh God, eu estou tão viva! Se pudesse, agarrava com os meus dedos e guardava à chaves, dentro de uma caixa decorada, todo esse amor. Levava comigo até que o planeta adoecesse e morresse de sede. Eu não me importaria em carregar isso comigo pra sempre e espantar eventuais decepções futuras. Afinal, eu não sei mais inventar amor, mas ganhei a chance de gritar pro mundo que o meu coração está batendo e eu estou muito bem aqui.Três palavras. Sete letras. E eu desisto de tudo.

beijos beijos

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