domingo, 23 de outubro de 2011

Six.

Quem diria que chegaríamos aonde nós chegamos? Definitivamente esse era um pensamento que há alguns meses atrás, não passaria pela minha cabeça. Quando eu já havia perdido as esperanças de encontrar alguém que pudesse me fazer feliz depois de todas as decepções que eu passei, você apareceu na minha vida. Foi assim, do nada, em um dia eu não te conhecia e no outro você já não saía do meu pensamento. Eu realmente pensei que você seria mais um e que eu seria apenas mais uma para você, mas me enganei. Depois de um tempo você já era tão importante quanto qualquer pessoa que eu conhecia há anos. Você apareceu na minha vida quando eu mais precisava de alguém. E eu quero tanto, que nossos sonhos se realizem, quero acordar nos teus braços, com você mexendo no meu cabelo, abrir os olhos e te ver sorrindo. Sentir teu cheiro, ir por cima de você, beijar teu pescoço, ir mexendo nos teus cabelos, sussurrar no teu ouvido que eu te amo e passar o dia contigo. E a verdade é que quanto mais eu tento me distanciar de você, mais o seu jeito me encanta, sua voz me rende, e seu coração implora pelo meu. Quanto mais eu tento afirmar pra mim mesma que você é a pior opção, mais você se aconchega para jogar seu charme e garantir o, já feito, roubo do meu coração. Quanto mais eu quero que seja só amizade, mais você sussurra que é amor e que não vale a pena tentar fugir, pois ele me acompanhará aonde eu for. E, moço, eu queria que você estivesse errado. Eu queria ouvir músicas e não me lembrar de você. Queria ler Shakespeare e não te encontrar nas entrelinhas. Queria não te sonhar, não te querer, não te necessitar. Eu queria falar alto, apontar o dedo e discordar quando você dissesse que é amor esse negócio estranho que eu sinto. Mas, até eu estou começando a achar que é mesmo esse tal de amor. É um negócio doloroso e, ao mesmo tempo, bom. Não é isso, moço? É um negócio que me faz sorrir feito boba ao te sentir perto de mim, ou até mesmo, ao ver uma foto sua. Mas também me faz chorar como uma criança fragilizada e desprotegida ao sentir que tem algo de errado contigo e já imaginar mil paranoias. Esse amor é coisa de gente maluca e adulta, meu bem. Posso até ser maluca, mas sou pequena e ainda não sei amar direito. E nem sei se existe alguma pessoa que saiba amar. Eu trato meus sentimentos com tanta frieza e você pode achar que é a falta dos mesmos fazendo efeito. Mas não, querido. É meu jeito, meu escudo. É meu medo se fazendo presente em todas as situações, em todos os beijos, em todas as palavras de carinho. É aquele medo da perda, do engano, da decepção e da dor me atormentando. E, por outro lado, também sinto medo de sentir muito medo. Sinto medo de que meus medos te afastem de mim. Porque, menino, pode até não parecer, mas eu, praticamente, não vejo minha vida longe de você.
Ele não é a minha terceira, nem a segunda alternativa. Ele é a minha escolha.
E amanhã, quando acordar, eu vou escolher ele de novo.

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